Anticoagulantes na terceira idade: quando são indicados e quais cuidados tomar

Tratamento ajuda a evitar tromboses e AVC, mas exige monitoramento para reduzir riscos

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Anticoagulantes na terceira idade: quando são indicados e quais cuidados tomar

25/03 – Com o avanço da idade, aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e de eventos tromboembólicos, como trombose e acidente vascular cerebral (AVC). Nesses casos, o uso de medicamentos anticoagulantes costuma ser indicado para evitar a formação de coágulos no sangue. No entanto, entre pessoas com 60 anos ou mais, o tratamento exige cuidados específicos e acompanhamento médico regular para equilibrar benefícios e possíveis riscos.

Os anticoagulantes são medicamentos que reduzem a capacidade de coagulação do sangue, ajudando a prevenir a formação de trombos que podem obstruir vasos sanguíneos e causar complicações graves. Eles são frequentemente prescritos para pacientes com condições como fibrilação atrial, histórico de trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou após algumas cirurgias cardíacas.

Segundo a médica hematologista Dra. Morgani Rodrigues, esses medicamentos desempenham papel fundamental na prevenção de eventos potencialmente fatais. “Os anticoagulantes são extremamente importantes para evitar a formação de coágulos que podem levar a complicações graves, como AVC ou embolia pulmonar. Em muitos casos, eles salvam vidas, especialmente em pacientes com fatores de risco cardiovasculares”, explica.

Apesar dos benefícios, a especialista alerta que o uso desses medicamentos requer atenção especial no público longevo, principalmente, devido ao maior risco de sangramentos. Isso ocorre porque o organismo passa por mudanças naturais com o envelhecimento e muitas pessoas desse grupo também utilizam outros medicamentos, o que pode aumentar as interações medicamentosas.

“Na terceira idade, é comum que o paciente tenha outras doenças e faça uso de vários medicamentos ao mesmo tempo. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para avaliar doses, possíveis interações e o risco de sangramentos”, afirma a hematologista.

Entre os principais sinais de alerta estão sangramentos nas gengivas, presença de sangue na urina ou nas fezes, manchas roxas frequentes na pele e sangramentos prolongados após pequenos cortes. Caso esses sintomas apareçam, é fundamental procurar orientação médica.

Outro ponto importante é que o uso de anticoagulantes exige disciplina do paciente. Em alguns casos, é necessário realizar exames periódicos para monitorar o efeito do medicamento no organismo e ajustar a dose quando necessário. Além disso, hábitos de vida também podem interferir no tratamento.

“A automedicação e a interrupção do tratamento por conta própria são atitudes perigosas. O paciente nunca deve suspender ou alterar a dose sem orientação médica, porque isso pode aumentar significativamente o risco de trombose”, alerta a Dra. Morgani Rodrigues.

Com orientação adequada e monitoramento contínuo, os anticoagulantes podem trazer mais segurança e qualidade de vida aos pacientes que precisam desse tipo de tratamento.

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