Somente 20% dos ônibus circulam a partir desta segunda

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Rodoviários de sete empresas, que operam em Niterói e São Gonçalo com 155 linhas municipais e intermunicipais, inclusive para a capital, definiram, em assembleias realizadas nas garagens, na sexta-feira (20/3), aderir ao esquema de revezamento proposto pelas viações. O quadro de motoristas e cobradores será dividido em três e, assim, cada profissional trabalhará dez dias por mês. A medida começa a valer nesta segunda-feira (23/3) e a projeção é que apenas entre 15% e 20% das frotas estejam circulando para atender à demanda de passageiros.

Os trabalhadores que firmaram o acordo são das empresas: Viação Mauá, Icaraí Auto Transportes, Auto Viação ABC, Auto Ônibus Alcântara, Rio Ita, Coesa e Auto Ônibus Fagundes. Cada rodoviário receberá o salário correspondente aos dias trabalhados, o que já vale para a folha de pagamento do mês de março. Na Auto Ônibus Brasília, que atravessa uma grave crise financeira, os rodoviários acordaram uma diária de R$ 70,00.

Nesta segunda-feira, realizam assembleias, entre às 9h e às 16h, os rodoviários das seguintes empresas de Niterói e Maricá: Expresso Garcia, Santo Antônio Transportes, Viação Fortaleza, Viação Pendotiba LTDA, Viação Nossa Senhora do Amparo e Expresso Miramar. Na terça-feira (24/3), será a vez das companhias:  Auto Lotação Ingá, Viação Araçatuba, Viação Rio Ouro, Viação Galo Branco e Viação Estrela.

A redução da jornada de trabalho e, consequentemente, dos salários dos rodoviários, se deve às ações de isolamento social, determinadas pelo Governo do Estado e pelas prefeituras, para o controle da propagação do coronavírus (Covid-19).

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), Rubens dos Santos Oliveira, alerta que, embora a Saúde Pública seja a prioridade, as autoridades, em níveis federal, estadual e municipal, também têm que pensar na questão social, que será profundamente afetada pela drástica redução da jornada de trabalho para algumas categorias e até a suspensão de pagamentos em outras.

“A crise não é apenas de Saúde. Ela também atinge o emprego e a renda de milhões de famílias, que, se as medidas de isolamento forem prolongadas por muito tempo, ficarão em situação de penúria. Certamente, não discutimos essas medidas, porém os trabalhadores não podem ser esquecidos, principalmente os de transporte público, que também integram um setor essencial. Os governos, em todas suas esferas, podem compensar essa queda dramática na renda dos trabalhadores, complementando seus salários, como muitos países estão fazendo ou estão em vias de fazer”, afirma Rubens.

O Sintronac aguarda a resposta para um pedido de audiência com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, encaminhado na quinta-feira.

Com informações: Sintronac