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Brasil sofre para voltar à etapa que atingiu no vergonhoso 7 a 1

por admin
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A derrota por 7 a 1 nas semifinais da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, é a mais vergonhosa partida da história da seleção brasileira. Aquele quarto lugar, no entanto, é também a melhor campanha do Brasil em um Mundial em mais de 20 anos.

A equipe verde-amarela até teve bons momentos após o massacre no Mineirão. Conquistou a Copa América em 2019 e chegou à final em 2021. Liderou com folga as Eliminatórias para a Copa de 2018 e quebrou o recorde de pontos do torneio classificatório no caminho para 2022. Mas, nas Copas propriamente ditas, parou nas quartas.

“Quem é o último campeão mundial com o Brasil?”, perguntou repetidas vezes Luiz Felipe Scolari, marcado pelo 7 a 1, porém também o comandante do título de 2002, no Japão. Felipão, de fato, por mais que tenha cometido graves erros contra a Alemanha –a mesma (ou não tão mesma) Alemanha que derrotou na glória de 12 anos antes–, é o único treinador que conseguiu levar o time nacional além das quartas de final neste século.

Carlos Alberto Parreira –assecla de Scolari em 2014 e o técnico do tetra, em 1994–, Dunga e Tite (duas vezes) fracassaram na tentativa de alcançar as semifinais. Todos eles sucumbiram diante da primeira equipe europeia que encontraram no mata-mata.

Era Tite o técnico do Brasil nas duas edições do Mundial realizadas desde a constrangedora experiência de 2014. No ciclo para 2018, substituiu Dunga –que havia sido o treinador de 2006 a 2010 e retornou para passagem frustrante de 2014 a 2016– e atingiu marcas notórias. Na Copa da Rússia, porém, teve péssima jornada contra a Bélgica, que venceu o duelo das quartas por 2 a 1.

O gaúcho, então, na trilha para 2022, jurou ter aprendido com os erros. Um deles, segundo o próprio treinador, foi não ter reagido rapidamente para fazer mudanças em uma competição de tiro curto –em outras palavras, não ter trocado Gabriel Jesus, que foi muito mal, por Roberto Firmino, que estava bem.

Na Rússia, porém, Tite adotou exatamente a mesma linha. Ainda que o mundo apontasse que Raphinha vivia péssima fase e precisava ser sacado, ele bancou o atacante até o último instante, a derrota para a Croácia, que fez 4 a 2 na disputa por pênaltis, após placar zerado nos 90 minutos iniciais e empate por 1 a 1 na prorrogação.

“O tempo pode responder de maneira melhor”, disse o gaúcho, logo após a eliminação, questionado sobre seu legado na seleção.

O tempo respondeu.

Poucos se lembram das excelentes campanhas nas Eliminatórias ou mesmo do título da Copa América. E poucos se esquecem dos fracassos diante de Bélgica e Croácia.

Tite deixou a seleção com estatísticas louváveis: 60 vitórias, 15 empates e 6 derrotas em 81 jogos, um aproveitamento de 80,2% dos pontos. Construiu um ataque de respeito (2,15 gols marcado por jogo) e uma defesa excepcional (0,37 gol sofrido por jogo). Ainda assim, saiu por baixo e fracassou na tentativa de cavar uma vaga no mercado europeu de clubes.

Não é a de um treinador, no entanto, a cara da seleção brasileira desde o 7 a 1.

Neymar já era o grande nome do time em 2014, mas, machucado em entrada desleal do colombiano Zuñiga na partida anterior, passou ao largo do massacre de BH. E virou o rosto do projeto que levaria a nação pentacampeã de volta ao topo do mundo.

Em 2018, na Rússia, foi uma caricatura, um “meme”, ridicularizado pelas simulações de falta. Em 2022, no Qatar, lesionou-se na estreia, em lance no qual prendeu desnecessariamente a bola. Voltou no mata-mata, ainda que sem 100% das condições, e fez o gol do Brasil contra a Croácia, mas se frustrou com a quase inexplicável sequência de erros que levou à disputa por pênaltis –não bateu nenhum.

Hoje, aos 32 anos, Neymar está novamente lesionado, já na parte final da recuperação de uma cirurgia no joelho esquerdo. Não esteve em campo na Copa América que está em andamento nos Estados Unidos, mas já sem o Brasil, eliminado pelo Uruguai nas quartas de final, nos pênaltis, em mais uma campanha decepcionante.

Vinicius Junior, 23, parece ter assumido o posto de maior jogador do Brasil –e é real candidato a melhor do mundo em 2024, pelo que fez no Real Madrid–, mas não repete na seleção o que apresenta em seu clube e sempre foi reverente a Neymar. Administrar a situação, quando o camisa 10 voltar, será um desafio para Dorival Júnior, o treinador que assumiu a seleção em janeiro, após uma sequência pitoresca de episódios.

Terminada a Copa do Qatar, com a saída de Tite, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) manteve por alguns meses como técnico interino o ex-jogador Ramon Menezes, que teve resultados bem ruins. Então, contratou outro interino, Fernando Diniz, que se dividia entre seleção e Fluminense, enquanto o presidente Ednaldo Rodrigues assegurava ter um acerto com o italiano Carlo Ancelotti para o meio de 2024.

Ednaldo chegou a ser afastado da CBF por decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Depois, voltou, em decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A essa altura, Ancelotti já tinha renovado seu contrato com o Real Madrid e Diniz tinha obtido resultados historicamente negativos na equipe nacional.

Rodrigues, então, contratou Dorival Júnior, que vinha de trabalhos satisfatórios no Flamengo e no São Paulo. O paulista de 62 anos conduziu o time com desempenho elogiado em amistosos antes de receber críticas pelas atuações do Brasil na Copa América.

É ele o mais recente candidato a levar a seleção às semifinais da Copa do Mundo, algo inédito desde o 7 a 1, que completa dez anos nesta segunda-feira (8).

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