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Com investimento de R$ 30 mi, liga esportiva incentiva o jogar junto

por admin
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Uma liga esportiva inédita e pioneira, financiada pela iniciativa privada, está circulando nove grandes cidades brasileiras ao longo deste ano para preparar crianças e adolescentes para o futuro por meio de práticas desportivas. O princípio “esporte para todos” é o mote adotado pela jornada, que pretende crescer dez vezes nos próximos três anos.

Durante os jogos da Liga Nescau, meninos e meninas, pessoas com e sem deficiência, crianças iniciantes e aquelas com grandes habilidades se misturam para celebrar a diversidade e para reforçar a importância de atividades físicas para desenvolvimento na infância.

São 45 modalidades esportivas convencionais e adaptadas, oficinas e desafios espalhados em arenas em todo o país. Uma formação contínua e gratuita de professores e estudantes de educação física também está no escopo da liga.

Embaixadores como Rayssa Leal, do skate, Flávia Saraiva, da ginástica olímpica, Verônica Hipólito, do atletismo paralímpico, e Falcão, do futsal, abrilhantam as competições —além de arrancar gritos e tirar muitos fotos— e incentivam os pequenos a seguir com práticas esportivas.

A iniciativa tem a ambição de chegar a 2027 envolvendo 50 mil participantes e prevê se instalar em até cem municípios, com apoio de parcerias com escolas, ONGs, associações e entes públicos. O investimento para a empreita é de R$ 30 milhões, vindos de Nescau, marca da Nestlé.

“Há quase 50 anos falamos em ‘energia que dá gosto’. Temos como missão de marca fomentar a atividade física para todas as crianças, independentemente se ela tem ou não uma deficiência. O esporte ensina, dá confiança, socializa. Queremos ajudar a formar crianças mais preparadas para o mundo, seja fisicamente, seja emocionalmente”, afirma Tatiany Ernesto, diretora de marketing da área de bebidas da Nestlé.

Um dos princípios da liga é que a participação de meninas não fique aquém da de meninos em nenhuma das etapas. Tem dado certo. Na versão de Belo Horizonte (MG), ocorrida no final de junho, dos cerca de mil inscritos, metade era de meninas.

Na arena de skate, por exemplo, havia o dobro de garotas em relação aos meninos. Elas eram 80 inscritas, e seus olhos brilharam com a apresentação de manobras do atleta Daniel Amorim, o Amorinha, outro embaixador da iniciativa. Ele não tem parte das pernas e dos braços.

“Uma criança, seja ela com ou sem deficiência, que participa de um evento tão bem organizado como essa liga, está de frente para uma oportunidade que pode mudar a vida dela. Isso é muito importante”, declara Tomás Mendes, subsecretário de Esportes do estado de Minas Gerais.

As modalidades oferecidas na liga –planejadas entre as de formação, como o judô, e as coletivas, como o vôlei— variam de acordo com as características dos locais por onde passa a liga. Em Fortaleza (CE), por exemplo, é oferecido o surfe; em Curitiba (PR), o breaking. Curling, malabares, futebol de botão, capoeira e slackline, entre outros, também fazem parte da lista.

“Acho muito legal ver todo mundo junto aqui nos esportes. Jogo futebol com meninos também. É um pouco mais difícil, mas dá tudo certo”, conta Maria Eduarda Vieira, 15, que jogou tênis de mesa com o colega Paulo Henrique Coelho, 11, em um centro poliesportivo às margens da lagoa da Pampulha, em BH.

O casal formado por Alessandra Cavaliere, pedagoga, e Gabriel Oliveira Bressani, músico, levou o filho Miguel, 7, criança com paralisia cerebral, para tentar motivá-lo a interagir mais e quebrar o constrangimento. Foi um sucesso.

Pela primeira vez na vida, ele percorreu rampas e venceu ondulações com o apoio do professor Madson Campos, que empurrava a cadeira de rodas do menino enquanto se equilibrava e manobrava com um skate.

“Como esse esporte sempre foi muito marginalizado, ele nunca diferenciou ninguém. Todo mundo pode, e todo mundo combate os preconceitos, o machismo. A sensação de quem pratica é de pertencimento”, diz Campos.

A liga conta com dezenas de profissionais treinados que ficam à disposição das crianças tanto para vencer questões de acessibilidade como para facilitar a prática das atividades disponíveis.

Todas que participam do evento ganham medalha e um kit com brindes.

Para a diretora Tatiany Ernesto, “a parte mais emocionante desse trabalho é ver como ele toca uma criança que experimenta um esporte, que é inspirada por um embaixador que está ali ajudando, ensinando”.

* O jornalista Jairo Marques viajou a Belo Horizonte a convite de Nescau

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